17/03/2019

Liverpool vence Fulham e volta à liderança da Premier League


Reds saem na frente, tomam um susto, levam empate no fim, mas reagem rápido e arrancam os três pontos na marra

Foi um jogo em que o Liverpool foi superior do início ao fim. Abriu o placar ainda no primeiro tempo, criou outras várias chances, mas a tomada de decisão e as finalizações não saíram como o de costume. Dessa forma não chegava ao segundo gol que praticamente encerraria o confronto. Por outro lado, o Fulham não criava absolutamente nada. Pelo menos, até os 60 minutos do segundo tempo, após a entrada de Sessegnon que mudou o jogo. A partir desse momento em diante, os mandantes foram melhorando aos poucos até chegar ao gol de empate. Contudo, os visitantes demonstraram tranquilidade e poder de reação para marcar no fim e conseguir os importantes três que o colocaram na liderança da competição mais uma vez, com um jogo a mais em relação ao City, segundo colocado. Sem mais delongas vamos ao pós jogo.

Em partida válida pela 31ª rodada da Premier League, Liverpool e Fulham se enfrentaram no Craven Cottage. Os mandantes vieram a campo com Sérgio Rico, Fosu-Mensah, CHambers, Ream, Bryan, Seri, Cairney, Anguissa, Ayité, Mitrovic e babel. No banco de reservas estiveram: Fabri, Christie, Odoi, McDonald, Sessegnon, Kebano e Vietto. Já os visitantes iniciaram com Alisson, Robertson, Matip, V. Dijk, Arnold, Fabinho, Wijnaldum, Lallana, Mané, Salah e Firmino. Entre os reservas estavam: Mignolet, Lovren, Milner, Sturridge, Moreno, Shaqiri e Origi.

O jogo teve início com o Liverpool buscando o gol. Logo aos 3 minutos, Lallana de cavadinha serviu Salah que finalizou mal, contudo. O Fulham respondeu 5 minutos depois com Seri arriscando de fora da área, mas longe do gol. Aos 10 minutos Robertson recebe lanlamento de Matip, ganha a dividida e cruza fechado para a defesa do goleiro. De tanto insistir o Liverpool conseguiu abrir o marcador aos 25 minutos. Em linda tabela entre Firmino e Mané, o senegalês recebeu cruzamento do brasileiro e com estilo finalizou para fazer o seu 17º gol na Premier League. Nove minutos depois, após bela  tabela entre Lallana e Robertson, o lateral escocês invadiu a área, chutou e só não fez o gol porque o goleiro espalmou, operando um verdadeiro milagre. E isso foi o que de melhor ocorreu na primeira etapa.

Na volta do intervalo o Liverpool continuou ditando o rítimo do jogo, buscando o segundo gol, porém pecava nas decisões a serem tomadas ou nas finalizações. Aos 47 minutos Firmino recebeu cruzamento de Wijanldum e de letra só não ampliou o marcador graças ao zagueiro que bloqueou na hora H. Quatro minutos mais tarde Wijnaldum perdeu chance incrível. O holandês recebeu cruzamento perfeito de Robertson, mas cabeceou para fora. Qunaod o relógio marcava 55 minutos jogados, Rico salvou a pele dos mandantes novamente. V. Dijk recebeu cruzamento de Fabinho e desviou levemente de cabeça, Rico teve ótima reação e evitou o gol do holandês.  O Liverpool ia desperdiçando suas chances e aos poucos ia dando espaços e esperança aos donos da casa. Após a entrada de Sessegnon no lugar de Seri aos 64 minutos, os Reds perderam o controle absoluto que haviam conseguido durante boa parte da partida.  O time chegou até sofrer um gol, mas o impedimento foi marcado. Depois, aos 67 minutos foi um bombardeio na área do Liverpool. Em contra-ataque puxado por Babel, Ayité recebeu do holandês e bateu com perigo para boa defesa de Alisson. 

Visando retomar o controle do jogo, Klopp mandou a campo Milner e Origi nos lugares de Lallana e Firmino, respectivamente aos 71 minutos.  No lance seguinte, Mané quase ampliou de cabeça após cobrança de escanteio de Arnold. No entanto, como diz Muricy Ramalho “a bola pune” ou melhor dizendo, quem não faz, toma. Na sequência do escanteio, depois de cobrança de tiro de meta, e um balão do zagueiro do Fulham para área, V. Dijk recuou mal de cabeça, Alisson teve que sair na dividida com babel e viu a bola sobrar para o holandês fazer não só o gol de empate, mas para mostrar que a lei do ex nunca falha, meus amigos. Apreensão total entre os torcedores do Liverpool que enxergavam o empate como um verdadeiro desastre na corrida pelo título. E essa angústia durou exatamente 6 minutos, pois aos 79 minutos veio o lance do alívio. Salah avançou pela direita e arriscou de fora da área, Rico deu rebote e antes que Mané pudesse fazer o gol o goleiro puxou o senegalês dentro da área. Pênalti que foi extremamente bem convertido por James Milner. Foi o gol do alívio, que fez o torcedor dos Reds respirarem aliviado. 

O Liverpool ainda perderia duas chances de ampliar o marcador. Uma aos 84 e a outra aos 86 minutos. Na primeira, após linda jogada construída que culminou com chute perigoso de Wijnaldum da meia lua, para fora. A segunda, em contra-ataque puxado por Mané, Salah recebeu na medida para fazer seu gol, porém a finalização não foi das melhores e Rico evitou o que seria o 50º gol do egípcio na competição com a camisa do Liverpool. Foi o último lance do nosso artilheiro que saiu para a entrada de Sturridge já nos acréscimos. Mas não havia tempo para mais nada e assim se encerrou a partida.

Vitória importantíssima para o Liverpool que agora retoma a liderança, 2 pontos à frente do Manchester City que tem um jogo a menos por conta de jogo adiado, graças aos jogos da Copa da Inglaterra. Agora, os campeonatos sofrem uma pausa devido a Data Fifa e a Premier League só volta em 15 dias. Que não soframos com nenhuma lesão nesses jogos e que recuperemos os que ainda estão no departamento médico. A temporada vai se afunilando e precisaremos de todos em busca dos nossos objetivos. Seguimos em frente. YNWA!

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14/03/2019

Liverpool vence Bayern e avança às quartas de finais da Champions League


Em jogo muito disputado, Liverpool sai na frente com golaço de Mané, Matip marca contra, mas V. Dijk e Mané, novamente, garantem a vitória e a classificação para a próxima fase da competição.

Visitando a Alianz Arena o Liverpool precisava de um empate com gols ou uma simples vitória para garantir-se entre os oito melhores da Europa. Ciente do que deveria fazer, os Reds fizeram uma partida perfeita, controlaram os mandantes do início ao fim, os impediram de trocar passes e criarem chances de gols, sofrendo quase nenhuma ameaça. Sobrou eficiência também no ataque que contou com dois gols de Mané (dando sequência à sua melhor fase artilheira no Liverpool), assistência de Salah, além de V. Dijk que deu uma assistência e quando foi ao ataque também deixou o seu. Enfim, sem mais delongas vamos para o pós jogo.

Alianz Arena, o placo do jogo de volta das oitavas-de-final da Champions League presenciou o duelo entre duas equipes tradicionalíssimas e multicampeãs da competição. Juntas somam 10 títulos. Com as seguintes escalações as equipes entraram em campo. Bayern: Neuer, Alaba, Sule, Hummels, Rafinha, J. Martinez, Thiago Alcântara, Gnabry, J. Rodrigues, Ribery e Lewandowski. No banco de reservas estiveram Ulreich, Boateng, Goretzka, Davies, Jeong, Coman e Renato Sanches. Já o Liverpool começou com Alisson, Robertson, Matip. V. Dijk, Arnold, Henderson, Wijnaldum, Milner, Mané, Salah e Firmino. No banco de reservas estiveram Mignolet, Fabinho, Lovren, Sturridge, Shaqiri, Lallana e Origi.

No primeiro tempo, ambas as equipes marcavam muito bem e impediam construções de jogadas, tanto que as poucas chances de perigo saíram de passes errados. Mesmo os dois gols marcados nessa etapa surgiram de lançamentos da zaga, o que reflete a forte marcação e ritmo intenso imprimidos pelos bávaros e por nós. Dessa forma, aos 8 minutos, o Liverpool saiu jogando errado e Thiago arriscou da meia lua, para fora. Os Reds sofreram um primeiro susto quando Henderson sentiu uma lesão e deixou o gramado aos 12 minutos substituído por Fabinho. A primeira boa chance do Liverpool veio somente aos 24 minutos quando Salah descolou belo lançamento para Firmino, o brasileiro, dominou e bateu de primeira com perigo, para fora. Mas 1 minuto depois, novamente através de um lançamento, dessa vez de V. Dijk, que saiu o gol dos Reds. Mané recebeu do zagueiro, percebeu a saída de Neuer do gol, girou, driblou o goleiro e com um toque de extrema categoria, de cavadinha mandou para o fundo do gol. Aos 34 minutos, foi a vez de Mané lançar Robertson que adentrou a área e mandou uma bomba, Neuer fez ótima defesa e mandou para escanteio. Quatro minutos depois, no entanto o Liverpool sofreu um empate. E ele veio através de que? Isso mesmo que você pensou, graças a um lançamento. Gnabry recebeu pela direita, cruzou e Matip ao tentar afastar, acabou fazendo contra. E isso foi o que de melhor houve na primeira etapa.

Na volta do intervalo, o Liverpool pareceu melhor fisicamente e mais ligado que os mandantes. O controle sobre o Bayern foi ainda mais superior durante os 45 minutos finais de jogo. Logo aos 49 minutos Salh puxou contra-ataque, saiu conduzindo e bateu forte para Neuer espalmar. O Bayern respondeu com Gnabry recebendo lançamento nas costas de Robertson e cruzando com perigo, sem encontrar, porém, alguém que pudesse concluir a jogada. Percebendo a ineficiência de Ribery no embate, Kovac mandou a campo Coman (que era dúvida para o jogo, inclusive) no mesmo minuto do lance anterior. Contudo, aos 68 minutos, o placar que já era bom para o Liverpool, ficou ainda melhor. Milner bateu escanteio e V. Dijk subiu mais alto que todos para cabecear com força e estilo, sem chances para Neuer. 

A partir daí, só uma virada classificaria o Bayern. Sabendo disso, Kovac fez sua segunda alteração, Goretzka entrou no lugar de Martinez quando eram jogados 71 minutos. O Liverpool passou a ter ainda mais espaço e num contra-ataque Firmino lançou Salah que saiu fazendo fila, mas no momento da finalização foi travado por Sule, e Neuer, na sequência, afastou com os pés a bola que ia sobrando para Mané apenas empurrar para o gol. Tentando sua última cartada, Kovac partiu para suas sua derradeira alteração, James Rodrigues saiu para a entrada de Renato Sanches aos 80 minutos. Klopp respondeu 2 minutos depois, mandando Origi no lugar de Firmino. Se as coisas já estavam difíceis para os donos da casa, aos 84 minutos a situação se transformou em impossível com o terceiro gol do Liverpool. Origi fez bem o papel de pivô, deu asse para Salah que de trez dedos descolou lindo lançamento para Mané que surgiu como um torpedo dentro da área e cabeceou sem chances para Neuer. Era o gol que selava a classificação dos Reds. Lallana ainda entraria aos 88 minutos em campo no lugar de James Milner. Mas não havia tempo para mais nada e assim terminou a partida.

Vitória maiúscula, gigante e que dá ainda mais ânimo para o Liverpool brigar por seus objetivos na temporada, o título da Champions League e o da Premier League. Superamos o Bayern na Alemanha, um feito raro, que não é para qualquer um, ainda mais se falando em Champions League. Estamos, mais uma vez, entre os 8 melhores da Europa. Na sexta-feira conheceremos nosso adversário, bem como o chaveamento até ao final da competição. É bem provável encaramos um inglês? Sim, bastante, eu diria, uma vez que dos 8 classificados, 4 são da terra da rainha. Mas vamos aguardar. Vocês têm alguma preferência de adversários? Comentem aí. Enfim, O time volta a jogar pela Premier League no próximo domingo (17/03) quando irá visitar o Fulham pela 31ª rodada da competição. Seguimos em frente. YNWA!

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10/03/2019

Liverpool vira para cima do Burnley e continua na briga pelo título


Reds saem atrás, mas mantém a calma, segurança e tranquilidade para virar o placar e continuarem no encalço do líder Manchester City.

Entrando em campo muito menos tenso que na rodada passada, o Liverpool sabia da responsabilidade de vencer, uma vez que o Manchester City havia vencido ontem na rodada, O Liverpool fez uma partida muito segura e dominou de início ao fim. Passou um pequeno susto no começo da partida, mas reagiu bem e rapidamente. Contou com um dia inspirado do nosso trio de frente, Mané e Firmino marcaram duas vezes cada um, mas não se enganem, Salah também fez uma ótima partida, faltou apenas o gol para coroar sua atuação. Sem contar também na belíssima e surpreendente exibição de Lallana, comandando as ações no meio campo e ajudando demais na marcação pressão característica do nosso treinador. Sem mais delongas, vamos para o pós jogo.

Em partida válida pela 30ª rodada da Premier League, Liverpool e Burnley se enfrentaram em Anfield. As equipes foram a campo da seguinte maneira. Os mandantes iniciaram com Alisson, Robertson, Matip, V. Dijk, Arnold, Fabinho, Wijanldum, Lallana, Mané, Salah e Firmino. No banco de reservas estiveram: Mignolet, Lovren, Keita, Henderson, Sturridge, Shaqiri e Origi. Já os visitantes começaram com Heaton, Bardsley, Tarkowvski, Mee, Taylor, Cork, Westwood, Hendrick, Mcneil, Barnes e Wood. No banco de reservas estiveram: Lowton, Gudmundsson, Brasy, Gibson, Crouch, Hart e Vydra. 

O Liverpool começou a partida como de costume, pressionando a saída de bola adversária, mas num vacilo, seguido de erro grotesco de arbitragem saiu atrás do marcador. Primeiro, Matip acabou de afobando e jogando uma bola para escanteio que estava totalmente sob o seu domínio. Na cobrança de escanteio (tudo o que o Burnley mais gosta), Tarkowski e outro jogador do time visitante subiram fazendo falta em Alisson, e Westwood acabou cabeceando parao fundo das redes, abrindo o marcador. Falha bisonha da arbitragem. Mas o Liverpool soube lidar bem com a situação, não perdeu a tranquilidade e continuou seguindo seu plano de jogo. Aos 13 minutos, em contra-ataque, Salah lança Firmino, o brasileiro finaliza, mas tem chute bloqueado e a bola sai em escanteio. Cinco minutos veio o empate. Lallana fez linda inversão de bola para Salah, o egípcio tabela com Wijanldum e cruza para Firmino apenas completar para as redes. O Liverpool seguia dominante e aos 28 minutos alcançou a virada. Mané tabelou com Lallana, a zaga afastou, o meia inglês insistiu, pressionando a saída de bola e num carrinho interceptou a bola que sobrou para Salah. O egípcio foi impedido de finalizar na hora H, mas a bola ficou oferecida para Mané dentro da área mandar pro gol com um toque de extrema categoria. E foi o que de melhor tivemos na primeira etapa. 

Na volta do intervalo, a situação não se modificou. Os Reds dominavam e logo chegaram ao terceiro gol aos 66 minutos. Tiro de meta mal cobrado por Heaton, Salah atento disparou, sofreu lindo desarme de Taylor, mas a bola sobrou para Firmino completar para a rede. Segundo gol do brasileiro na partida. Com o placar construído e já pensando em poupar para a partida de volta contra o Bayern pela Liga dos Campeões, Klopp resolveu fazer suas primeiras alterações. Winaldum e Lallana saíram para as entradas de Henderson e Keita respectivamente aos 68 e 75 minutos. Sean Dyche respondeu, substituindo Hendrick e Barnes por Gundmundsson e Vydra aos 78 e 86 minutos de jogo. Nesse meio tempo, o Liverpool perdeu uma chance incrível de ampliar o marcador. Arnold acertou lindo cruzamento para Mané, o senegalês chegou batendo de primeira, mas para fora. Foi o último lance do jovem lateral que deixou o campo para a entrada de Sturridge aos 85 minutos. Com isso, Henderson acabou sendo deslocado para a lateral. Dois minutos mais tarde Heaton evitou o que seria o gol número 50 de Salah com a camisa do Liverpool. Mané recebeu na esquerda e cruzou, o egípcio chegou batendo de primeira, mas Heaton operou verdadeiro milagre. 

Jogo se encaminhando para o fim, vantagem boa no placar, sem surpresas, certo? Errado, os acréscimos ainda testemunharam dois gols, 1 para cada lado. Primeiro, aos 90 minutos quando após bola levantada na área, e bate e rebate, a bola sobrou Gudmundsson mandar de chapa para a rede. Emoção à vista, ainda faltavam 4 minutos de jogo. Mas se tem uma coisa em que sabemos executar muito bem são os contra-ataques. No último minuto, Sturridge recebe no meio de campo e dálindo lançamento para Mané que dribla Heaton e com calma apenas manda para o gol, dando números finais à partida. 

Vitória fundamental para nos manter colados ao Manchester City. Importante também para restaurar a confiança entre jogadores, torcedores e treinador. A luta pelo título será suada, até o fim. Agora é mudar a chave, pois na próxima quarta-feira (13/03) tem jogo de volta contra o Bayern pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa. Vamos com tudo. Seguimos em frente. YNWA!

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07/03/2019

Empate no Goodison - fim do mundo ou histeria coletiva?



Temos que falar sobre o empate de domingo. 

Sim, eu sei que você está irritado. Eu também fiquei. Seguramente, todos os torcedores do Liverpool que esperavam mais do time no domingo ficaram bastante chateados. Apesar de estender ainda mais a sua invencibilidade contra o rival de cidade e de ter marcado o 17º clean sheet, o 0-0 no Merseyside Derby devolveu a liderança da Premier League para o Manchester City com 29 jogos disputados. 

Muito parecida com a partida contra o Manchester United, o jogo não foi frenético e o heavy metal football não marcou presença na casa dos toffees. Ao invés disso, o Liverpool teve que controlar o jogo no início, visto que o Everton começou bastante incisivo, e somente depois de silenciar a torcida da casa que pôde propor um pouco mais. 

O que custou a vitória nesse jogo? Foi o individual de cada jogador? Foi a pipocada de Salah frente a frente com Pickford? Foram as escolhas de substituição de Klopp? Talvez tenha sido de tudo um pouco, mas uma coisa que definitivamente não pode ser ignorada é que esse era o jogo da temporada do Everton. Sem querer subestimar o nosso tradicional rival, mas sabemos que o Everton vai amargar uma oitava posição nessa Premier League - e que já não compete por qualquer título. O unico prêmio que eles poderiam ganhar era o grande troféu "impedi que o Liverpool fosse campeão da Liga", pelo qual deram o sangue. Os fãs nunca estiveram tão presentes e com certeza foi a vez em que o Goodison Park mais se assemelhou a um caldeirão na temporada. Isso é comprovado pelo nível de comemoração dos torcedores ao apito final do 0-0. Parecia que tinham ganhado uma copa do mundo. 

Tem que ser dito: não era um jogo fácil. Digo mais - depois do United em Old Trafford, esse era o jogo mais difícil até o final da temporada. Não importa quantas o Everton tem perdido ou a fase do time, clássico é clássico. E ainda assim, criamos as melhores chances e tivemos uma performance defensiva impecável - Alisson e Van Dijk se destacaram do resto. Se nosso ataque tivesse sido um pouquinho mais produtivo, teríamos saído com a vitória. Dias ruins e azar acontecem. Não vi ninguém falando que o Manchester City tinha entregado a liga para o Liverpool quando perdeu para o Leicester. Ou para o Newcastle. Ou para o Crystal Palace. Em casa. 

Ao contrário - quando nós ganhamos do Crystal Palace em casa, naquele jogo louco, nós mostramos que podemos ganhar jogos difíceis. Nós viramos para cima do Burnley em Turf Moor. Vocês, que acompanham há mais tempo, conseguiriam imaginar isso do Liverpool de dois anos atrás? Nós empatamos os dois jogos mais difíceis que tínhamos até o final da Premier League. E ainda faltam 27 pontos para serem disputados. 

As críticas às substituições de Klopp são válidas. Todos os elogios ao alemão são necessários, mas devem haver críticas quando elas tem espaço, também. Não tem problema achar ruim ou preferir que ele tivesse feito outras substituições. O problema é: nada garante que as coisas seriam diferentes se tivesse entrado Keita. Ou Shaqiri. Ou Sturridge, como alguns queriam. Ir com tudo para a frente contra um oponente que estava louco para puxar um contra-ataque? Se tivéssemos concedido a chance do Richarlison puxar uma ofensiva, o que será que aconteceria? Faltando 9 rodadas para terminar o campeonato? Talvez essa não seja a melhor estratégia, de fato. Se Jurgen tivesse colocado os três e isso tivesse custado uma derrota, teria valido a pena? É algo a se considerar, e muitas vezes a torcida sente que sabe mais do que o técnico. Como o próprio disse...

"É futebol. Nós não jogamos playstation. Você acha que nós não corremos riscos o bastante hoje? (...) você faz parecer que é fácil. Então eu vou lá e digo para eles: 'garotos, agora vamos correr mais riscos! Vamos lá, rapazes, agora a gente vai pra ganhar!'. Diga-me um empate em que nós não tentamos vencer. (...) Mais um atacante? Arriscar tudo faltando 9 rodadas? (...) Você acha que é playstation. Trazemos um atacante a mais e o jogo muda. Não é assim. Somos ofensivos o suficiente, o futebol não funciona assim. Ainda faltam 9 rodadas e nós não vamos perder a cabeça. (...) O City ganhou ontem num jogo que teve mais ou menos 20 chances, num escanteio curte que o Boruc normalmente pega. Mas ganhou. Às vezes você precisa de um atacante extra, às vezes não. O que você precisa é fazer as coisas certas na hora certa. Precisa preparar bem cada jogo e assumir algum risco, mas nunca mais do que 100%. Não dá pra perder a cabeça"



Não dá pra perder a cabeça. O que as pessoas querem que a gente faça? Ganhe todos os jogos? Não dá pra viver nesse mundo de fantasia. O Liverpool não é o Manchester City (e olha que - pasmem - nem eles ganham todas as partidas) e mesmo assim está a 1 ponto deles com 9 rodadas restando para o fim da temporada. Se tivessem te oferecido, em agosto do ano passado, estar a 1 ponto dos Citizens com 9 rodadas faltando, tenho certeza que você teria se agarrado nisso com unhas e dentes. 
Claro que não foi perfeito contra o Everton, podem ter havido erros do time, erros individuais, erros do técnico, como você preferir analisar, mas não é o fim do mundo. Ninguém entregou a liga para ninguém. A Premier League não foi decidida no Goodison Park no domingo passado, por mais que a impressão de temporadas passadas nos dê um nó no estômago pensando na situação. Como eu disse: quando o City nos deu a liderança e amargou derrotas para Palace, Leicester e Newcastle, isso não foi o fim do mundo e nem foi uma "entregada". Foram pedras no caminho da temporada. Como foram nossos empates com United e Everton - jogos bem "empatáveis", diga-se de passagem. 
Diga a verdade: quando o Liverpool estava 1 ponto na frente do City no início da rodada 29, você achava que era "muito difícil" ou "quase impossível" que eles levassem a taça no fim? Se a sua resposta é não, então não tem por que se desesperar ou pedir pela cabeça dos jogadores e do técnico por causa da situação na qual estamos agora. Ainda tem muito futebol a ser jogado. 

Apesar de tudo, é hora de responder. Temos o Burnley em casa no domingo que vem e temos que estar prontos e animados para fazer outro grande jogo no Anfield, alcançar um grande resultado e consolidar a confiança do time. Continuamos fazendo o nosso. O City vai perder pontos daqui até o fim da temporada - e se não perder, tudo que podemos fazer é dar nossos parabéns. Nós jogamos 29 jogos até aqui e perdemos 1. Se isso não é o bastante para levar a liga esse ano, esse é simplesmente o nível no qual estamos jogando. E o Liverpool está se equiparando a esse nível. Defensivamente, uma tremenda temporada. O time se consolida cada vez mais e Klopp se sente cada vez mais em casa. Ofensivamente, perfeita até dezembro, alguns erros no início do ano, mas acontece.

Não é hora de histeria coletiva e de começar a apontar dedos. Na temporada passada voltamos à final da Champions League depois de uma campanha incrível na competição. Nessa, estamos competindo novamente em cenário europeu e ainda estamos brigando pelo título ponto a ponto. Se você não me disser que isso é melhor do que tudo que o clube experienciou durante essa década, claramente você não acompanhou o time. 

Torcida: é muito injusto com o técnico e com os jogadores dizer que eles entregaram a liga por causa desse empate. Eles lutaram, e muito. E continuam lutando. Eles continuam na briga. Brigaram a temporada toda por esse título e não é agora que vão desistir. O que a gente tem que fazer é somente o que nós sempre fazemos: caminhar juntos e brigar junto com eles. A torcida junto com o time, apoiando a cada jogo, a cada passo. Só o futuro pode nos dizer onde essa estrada vai nos levar, mas eu sei que eu amo cada pedacinho dela, e é por isso que esse é meu time do coração. At the end of the storm, there's a golden sky. E ninguém no Liverpool caminha sozinho.

Imagem: @LFCBrasil



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04/03/2019

Liverpool só empata com Everton e perde a liderança da Premier League


Com uma mistura de ineficiência, nervosismo e má tomada de decisões, Liverpool esbarra no Everton, perde a liderança da competição e não tem mais margem para erro

É, meus amigos, infelizmente o jogo virou e a liderança também. A sequência de empates dos Reds nos últimos jogos aliado às vitórias do City foi fazendo a distância diminuir gradualmente até que agora o City já está um ponto à nossa frente. O momento é todo deles. Perdemos a fluência e a capacidade de vencer jogos mesmo não jogando bem (o que foi a toada de muitos jogos durante a primeira parte da campanha na competição). O jogo de ontem, bastante truncado, teve poucas chances, as melhores com Salah e Fabinho, mas infelizmente nossos jogadores não tiveram êxito em empurrar a bola para as redes. Com isso o empate alegrou, de quebra, três torcidas da Inglaterra, no mínimo, as duas torcidas de Manchester e claro, a do nosso rival local, que pode, caso não sejamos campeões, dizer que tiveram o gostinho em nos atrapalhar. O momento não é de desespero, mas é preciso recuperar o bom futebol e/ou as vitórias feias e torcer para o City tropeçar, pois de agora em diante, não está mais em nossas mãos. Sem mais delongas, vamos para o pós jogo.

Em partida válida pela 29ª rodada da Premier League, Liverpool e Everton fizram o clássico da cidade no Goodison Park. As equipes entraram em campo da seguinte maneira. Everton: Pickford, Digne, Zouma, Keane, Coleman, Gueye, Schneirdeliin, Walcott, Sigurdsson, Bernard e Calvert-Lewin. No banco de reservas estiveram Stekelenburg, Kenny, Jagielka, A. Gomes, Davies, Richarlison e Tosun. No Liverpool começaram a partida Alisson, Robertson, V. Dijk, Matip, Arnold, Fabinho, Wijnaldum, Henderson, Origi, Salah e Mané. No banco estiveram Mignolet, Milner, Keita, Firmino, Sturridge, Lallana e Shaqiri.

O confronto se iniciou disputado no meio campo, um duelo muito físico e truncado. O primeiro chute a gol do Liverpool veio aos 14 minutos quando Salah recebeu na direita, fintou dois marcadores, cortou para dentro, mas chutou no centro do gol para fácil defesa de Pickford. E foi de Salah a melhor chance da primeira etapa (senão a do jogo inteiro). Aos 28 minutos recebeu ótimo lançamento de Fabinho, saiu cara a cara com Pickford, mas bateu mal e o goleiro evitou o que seria um gol claro do Liverpool. Chance incrível desperdiçada! Seis minutos depois, mais uma vez, o egípcio protagonizou linda jogada individual, costurou a zaga inteira do Everton e cruzou na medida para Wijnaldum, contudo, antes que o holandês pudesse concluir para o gol Keane chegou para afastar o perigo. Os mandantes só vieram a concluir o primeiro chute a gol com 38 minutos de partida. Walcott recebeu lançamento e dentro da área arriscou o chute, mas pegou mal e mandou por cima do gol. E assim se encerrou o primeiro tempo.

Na volta do intervalo o jogo ficou mais aberto. Logo aos 51 minutos Alisson realizou o milagre costumeiro de cada jogo dele. Escanteio cobrado na área e Calvert-Lewin cabeceou com estilo para defesa ainda mais estilosa do goleiro brasileiro. Cinco minutos depois, uma jogada um tanto curiosa do Liverpool. Um misto de surpresa com frustração. Matip foi ao ataque, fez linda jogada individual e deixou Salah na cara do gol, mais uma vez o egípcio acabou caprichando demais e demorou para finalizar. Nesse meio tempo Keane se recuperou e mandou para escanteio. Visando mexer no panorama da partida, Klopp resolveu fazer suas primeiras alterações. E foi em dose dupla, Wijnaldum e Origi saíram para as entradas de Milner e Firmino aos 62 minutos respectivamente. Um pouco, antes disso, três minutos para ser mais exato, o Everton também mexeu, Walcott deu lugar a Richarlison. Aos 64 minutos em rápido contra-ataque puxado por Salah, Firmino foi lançado e cruzou para Mané que escorou de cabeça, porém não encontrou ninguém que pudesse completar para o gol. Quatro minutos depois, o Liverpool desperdiçou outra chance inacreditável.  Robertson cruzou para a área, V. Dijk escorou de cabeça e Fabinho ao invés de finalizar de primeira, tentou dominar a bola, dando tempo para a recuperação da zaga do Everton afastar. 

Os treinadores partiram então para as últimas alterações que tinham direito. Pelo Everton Schinerderllin e Calver-Lewin saíram para as entradas de A. Gomes e Tosun respectivamente aos 73 e 75 minutos. Já pelo lado vermelho, Mané saiu e Lallana entrou no seu lugar aos 83 minutos. A última chance de perigo criada na partida foi dos mandantes, aos 88 minutos Tosun foi lançado, recebeu na pequena área, mas Matip na hora H fez o corte providencial, garantindo o zero a zero no placar. E assim se encerrou a partida.

Empate com sabor de derrota para o Liverpool que agora além de perder a liderança, fica um ponto atrás do Manchester City. O momento não é favorável para nós, mas restam 9 rodadas para o fim do campeonato e a luta pelo título está longe de ter acabado. Hora de aproveitar a semana para levantar a cabeça, recuperar o bom futebol e reagir com a vitória no ´roximo jogo. Falando nisso, nosso próximo compromisso é no domingo (10/03) contra o Burnley no Anfield em duelo válido pela 30ª rodada da Premier League. Lembremos do nosso lema, somos o time que nunca caminhará sozinho. É hora mais do que nunca de apoiar, continuar acreditando e seguirmos em frente.

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27/02/2019

Liverpool goleia Watford em Anfield e se mantém na liderança da Premier League


Jogando em casa, Reds se impõem, fazem as pazes com o bom futebol e mostra que está mais que vivo na corrida pelo título

Futebol é mesmo surpreendente não é mesmo? Se no domingo estávamos com a autoestima lá embaixo tendo perdido a oportunidade de derrotar nosso maior rival, desfigurado por conta as lesões, na casa deles, e saímos frustrados com uma das piores performances na temporada, hoje (quarta-feira) após novo jogo o sentimento é totalmente oposto. Anfield mais uma vez estava lindo, os torcedores nos deram (como sempre) o maior apoio do qual precisávamos no momento mais difícil e esperavam com isso uma resposta dos nossos jogadores. Todos nós esperávamos e era só isso que necessitávamos. E a resposta veio em grande estilo, resgatando nosso melhor futebol e executando nossa melhor performance desde a virada do ano. Dominamos de início ao fim, criamos muitas chances, fomos eficientes e demos pouquíssimo espaço para o adversário. Não faltou disposição nem qualidade. E todos nós sabemos que quando o time encaixa esses dois fatores goleadas são apenas consequência. Vitória brilyante. Sem mais, vamos para o pós jogo.

Em partida válida pela 28ª rodada da Premier League Liverpool e Watford se enfrentaram no Anfield. As equipes vieram a campo da seguinte forma. Liverpool: Alisson, Robertson, V. Dijk, Matip, Arnold, Fabinho, Wijnaldum, Milner, Origi, Salah e Mané. Compuseram o banco de reservas: Mignolet, Keita, Henderson, Sturridge, Lallana, Shaqiri e Camacho. Já o Watford começou com Foster, Janmaat, Cathcart, Mariappa, Masina, Pereyra, Capoue, Doucourê, Hughes, Deeney e Deulofeu. No banco de reservas estavam: Gomes, Cleverley, Sema, Gray, Quina, Navarro e Kabasele.

O jogo teve início com o Liverpool dominando as ações, como ocorreu durante toda a partida. Logo aos 8 minutos inaugurou o placar. Mané recebeu lindo cruzamento de Arnold e cabeceou com extrema categoria para fazer seu primeiro gol no jogo. Mané que naquela altura estava fazendo a função de Firmino (poupado por conta da lesão no jogo anterior) estava demais e encaixou demais nessa posição. Aos 19 minutos fez um golaço, uma pintura. O senegalês recebeu mais um belo cruzamento de Arnold, ajeitou na pequena área e de calcanhar surpreendeu o goleiro e a todos, mandando a bola para o fundo do gol. O Liverpool queria mais e Salah queria marcar seu 50º gol na Premier League. Aos 27 minutos o egípcio saiu conduzindo bem a bola pela direita, fintou a marcação, mas bateu no centro do gol para defesa segura de Foster. Nove minutos depois, por pouco não saiu o gol tão esperado. Mais uma vez Salah partiu da direita, saiu costurando a zaga adversária e, mesmo sem ângulo, bateu, a bola desviou e caprichosamente parou na trave. Que poste mais estraga prazer, esse. E assim se encerrou a primeira etapa. 

Na volta do intervalo o Liverpool continuava dominante e Salah em busca do seu golzinho tão almejado. Aos 49 minutos o egípcio recebeu lançamento de Origi, se livrou da marcação e bateu, mas Foster salvou o Watford. Quase Mané alcançou o seu hat-trick na partida quando aos 62 minutos recebeu cruzamento de Origi, girou e bateu, porém o zagueiro bloqueou e evitou o gol. No entanto, quatro minutos mais tarde, para coroar sua boa partida, Origi marcou o seu golzinho. O belga recebeu na ponta esquerda, foi cortando para dentro e quando encontrou espaço soltou a bomba e a bola morreu no cantinho do gol. 

Com o resultado construído Klopp tratou então de ralizar a primeira mudança na equipe. Milner foi ter um descanso enquanto Henderson entrou no seu lugar. Em contrapartida, o Watford promoveu mudança em dose dupla. Deulofeu e Deeney saíram para as entradas de Cleverley e Gray, respectivamente aos 72 minutos. E em sua primeira jogada Gray já deu trabalho, chutando cruzado para Alisson espalmar para escanteio. Falando em Alisson, quatro minutos depois o goleiro brasileiro operou um verdadeiro milagre. Após cobrança de falta a bola sobrou na meia lua e através de um balão pra cima a bola acabou retornando à área e encontrou o atacante do Watford em posição legal, este escorou para o companheiro que chegou batendo de primeira para incrível defesa de Alisson, à queima roupa. Aos 78 minutos Mané saiu de campo aplaudidíssimo para a entrada de Lallana. 

Cabia mais, e num curto espaço de 3 minutos o Liverpool chegou ao quarto e quinto gol com V. Dijk, duas vezes. Na primeira aos 78 minutos o holandês recebeu lindo cruzamento em cobrança de de falta de Arnold, e soltou um torpedo de cabeça. Na segunda vez, aos 81 minutos, Robertson sentiu inveja de Arnold e acertou lindo cruzamento na cabeça do holandês, o melhor zagueiro do mundo agradeceu o passe e cabeceou para o fundo do gol novamente e deu números finais à partida. 

Vitória maiúscula do Liverpool. Resgatamos o bom futebol da temporada e demos uma senhora reposta aos torcedores. A mensagem que fica é que os jogadores querem demais esse título e vão brigar até o último instante. A distância de um ponto permanece, uma vez que o City também venceu seu compromisso. Agora nosso próximo compromisso é simplesmente contra o Everton no Goodison Park no domingo (03/03) no Derby válido pela 29ª rodada da Premier League. Muitas emoções nos esperam nessas ultimas 10 rodadas. Esperamos que possamos comemorar a emoção maior no fim e trazer esse título para casa. Com a confiança e inspiração retomadas alguém duvida disso? Seguimos em frente. YNWA!

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Pré jogo: Liverpool vs Watford.

ESTÁDIO:  Anfield Road.
ÁRBITRO: Graham Scott  Aux: Marc Perry e Mick McDonough  4°: Lee Mason
DATA E HORA: Quarta-feira 27/02/2019 - 17:00 (BSB)
Transmissão: ESPN.

Liverpool vs Watford:

Hora de virar a página da última rodada e voltar a atenção para o que temos pela frente; Liverpool e Watford no Anfield hoje às 17:00h (BSB).
Claro que é impossível não lembrarmos do fraco desempenho do Liverpool nas últimas apresentações e não nos preocuparmos com a vantagem na liderança que agora é de apenas um ponto; Mas todos os pensamentos são positivos para esta rodada quando receberemos o sétimo colocado Watford em Anfield.
O Manchester City receberá o West Ham no Etihad no mesmo horário, com isso o Liverpool não pode deixar escapar os três pontos. Pode ser cedo para falar do fator emocional, mas nos últimos quatro jogos perdemos tantos pontos quanto na primeira metade da temporada. Deixar a liderança mudar de lado hoje pode afetar bastante o time para as dez rodadas finais.
O lado bom é que o Liverpool tem sido forte em casa durante toda a temporada, apenas empatou contra o Leicester no mês passado e contra o Manchester City lá no início da temporada.

Novidades:

Liverpool:
Jurgen Klopp confirmou que a condição de Roberto Firmino não é tão séria. O brasileiro pode até participar do jogo.
O zagueiro Dejan Lovren ainda está se recuperando de uma lesão no tendão que sofreu em janeiro. Naby Keita poderá retornar depois de se recuperar de uma doença.

Watford:
Kiko Femenia é provável que seja o único jogador indisponível no plantel de Javi Gracia.


POSSÍVEL ESCALAÇÃO

Alisson;
Arnold – Matip – Van Dijk – Robertson;
Fabinho – Wijnaldum;
Mané – Shaq – Keita;
Salah.


-






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25/02/2019

Conversa franca: Manchester United x Liverpool



Agora que o sangue já baixou, é hora de fazer algumas observações sobre o que foi o clássico de domingo. Tudo o que se falava e se ouvia na semana passada era sobre o jogo - teve até uma propaganda especial da Sky Sports com jogadores dos dois times ("five past two"). Enquanto o Manchester United experienciava e ainda experiencia uma clara "ressureição" no torneio depois da entrada de Solskjaer, o Liverpool buscava a vitória para se aproveitar ao máximo do jogo a menos que tinha em relação ao Manchester City. Infelizmente, como vimos, o jogo decepcionou. 

Começou com uma série de lesões logo no início, fazendo com que o United acabasse o primeiro tempo gastando suas três alterações e com que o Liverpool perdesse Roberto Firmino antes que o brasileiro tivesse a chance de aquecer. A tarde marcou oportunidade perdida tanto para os Red Devils quanto para os visitante, apesar destes voltarem ao topo da tabela com um ponto de vantagem em relação ao segundo colocado. 

Algumas observações precisam ser feitas, e eu gostaria de começar com o nosso trio de ataque. O que têm acontecido, muito mais frequentemente do que o esperado, é que um ou dois dos três atacantes não conseguem entregar em algum jogo. É comum vermos que um deles, ou até dois, estão tendo um jogo fora do normal - bem abaixo. No domingo, entretanto, os três estavam bem abaixo. Ok, não é justo imputar essa crítica ao Firmino, que saiu no início do jogo devido a lesão (sobre a qual saberemos a extensão na terça-feira durante a coletiva do Klopp). Mas é muito mais do que justo, é até devido, falar de Mohamed Salah. Depois de um jogo apagado contra o Bayern, o clássico pode ter sido o pior jogo do egípcio desde que chegou ao Liverpool. Num jogo que poderia ter dado um impulso tremendo à campanha do Liverpool em busca do título, os nossos atacantes não entregaram e Salah foi anulado por Luke Shaw. Durante aquela tarde, os Reds tiveram somente um chute no alvo, com o ataque demonstrando dificuldades para penetrar na defesa do United e promover qualquer tipo de ameaça. De Gea fez um jogo tranquilo e nem foi exigido que fizesse mais do que isso. Nem deu para ficar com raiva do goleiro espanhol, pois estávamos ocupados demais com o Salah perdendo a bola dois segundos depois de dominá-la de costas para a marcação. A falta de incisividade e precisão no ataque pode cobrar muito caro em jogos como Everton e Spurs mais à frente - temos que resolver isso para ontem.

O fato de Firmino ter saído e precisar ser substituído por Daniel Sturridge também não facilitou. O inglês não fez absolutamente nada na partida e nos lembrou por que tínhamos cogitado sua saída na metade do ano passado. Não é nem sombra do que foi em 13/14 ao lado de Luis Suárez e (sic) Sterling. Isso só destaca a importância de construir um elenco grande e de qualidade. Números perdem a importância se as opções no banco são Origi e Sturridge quando seu rival tem, em condições normais, Leroy Sané, Bernardo Silva e Gabriel Jesus. 


Precisamos falar também sobre James Milner. Não vou entrar no mérito, aqui, acerca da decisão de Klopp de poupar Trent nessa partida - só o treinador sabe se ele está ou não apto a jogar (principalmente num grande clássico com tanto em jogo). Milner tinha apresentado bom futebol jogando na lateral e tem a experiência para atuar em partidas assim - até por já ter jogado no City. A decisão deu certo em matéria defensiva, pois o United falhou em causar problemas nas alas, principalmente depois de ser forçado a realizar tantas substituições no início do jogo. Contudo, no ataque, não funcionou.
Ele foi inofensivo com a posse da bola, atrasando passes que poderiam chegar bem no trio de ataque e muito frequentemente optando por aquele cruzamento na área que a gente sabe que normalmente não dá em nada. Sabendo que não temos mais jogadores como Andy Carroll, esse tipo de jogada não se encaixa no esquema de Klopp, tendo sido utilizada no domingo simplesmente como uma maneira de devolver a bola para os donos da casa. A raça dele não pode ser negada e ele demonstrou vontade de sobra de vencer, mas não fez uma de suas melhores partidas na lateral-direita. Ainda em tempo: Robertson foi muito pouco acionado, sendo que na esquerda saíram as melhores jogadas da partida. Sempre foi assim, o Robbo apoia super bem. Mas a bola quase não foi nele.

Outra coisa que pode ser questionada após essa partida é o amor de Klopp por viagens para campos de treinamento. Por duas vezes nos últimos dois meses o Liverpool foi para Marbella, na Espanha, para treinar para os jogos que estavam por vir. O treinador alemão acredita ser uma ótima forma para trabalhar as táticas e descansar os jogadores. Contudo, nas duas vezes em que os Reds retornaram da Espanha, os jogos que vieram não foram nada decentes. Primeiramente os jogos contra Leicester e West Ham que jogaram nossa vantagem que poderia ser de 7 pontos fora. E agora, esse jogo contra o United - uma tarde em que os jogadores foram passivos, ao invés de agressivos, parecendo até que estava faltando aquela faísca para incendiar o jogo como já fizeram diversas vezes na temporada. O Liverpool teve a oportunidade de vencer o United depois de terem sofrido três lesões ainda no primeiro tempo, mas vários jogadores pareceram sem vontade de fazê-lo. As engrenagens que movem o time parecem ter ficado mais lentas, e esperamos que Klopp as faça mover novamente. E logo.
Aliás, se forem viajar novamente, é uma boa treinar bola parada. Nunca vi uma equipe tão inócua com jogadas de bola parada. O Liverpool teve sete escanteios e um bom número de faltas para bater e não levou perigo algum. Alguém me contrata um treinador de set-pieces, por favor?



Mas uma coisa tem que ser dita: se às 11h (BSB) de domingo, alguém tivesse te oferecido o empate, dada a forma na qual o United está, poucos recusariam. O empate em Old Trafford é um bom resultado - sempre é e sempre será. O resultado não é um desastre. Nos devolve a liderança com um ponto de vantagem em relação ao City, e eles ainda tem uma visita ao Teatro dos Sonhos para fazer (possivelmente com Martial e Lingard de volta). O Liverpool volta a depender somente de si com 11 jogos faltando para o fim da temporada. Contudo, como sabemos, foi a forma com que aconteceu que nos decepcionou. 
Foi pouca a surpresa que tivemos ao ver Klopp tão agitado à beira do gramado, dada a quantidade de passes errados e decisões equivocadas no último terço. Vimos contra o Bayern, vimos no domingo: o último passe simplesmente não está saindo certo. Agora, enquanto a poeira baixa depois do clássico, é hora de se concentrar em conseguir uma grande vitória contra o Watford na quarta-feira. Assim como foi no pós-Leicester e pós-West Ham, essa análise foi muito mais sobre o que poderia ter sido do que sobre o que foi. É claro que sempre existem muitos pontos positivos a serem levados, e é em cima deles que o clube deve trabalhar até o próximo jogo em Anfield. 


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Liverpool empata com Manchester United e retorna à liderança da Premier League


Em jogo fraquíssimo equipes e com festival de lesões equipes não saem do zero, mão satisfazendo nenhuma das torcidas

Foi um jogo decepcionante, fraco tecnicamente, truncado, mas sem muitas emoções. Por tudo que se criou durante a semana, os torcedores esperavam mais. A ótima fase dos comandados de Solskjaer (jogando um futebol bem mais agradável do que seu antecessor no comando, o português José Mourinho), a rivalidade histórica dos times, a importância que representaria um triunfo para os Reds na corrida do título, a recuperação e ascensão do United na briga pelo G4, todos estes constituíam indicadores geradores de expectativas para um jogão, um espetáculo. Mas o que se viu no Old Traford foi o oposto disso, o que culminou num 0 a 0 insosso (diferente do resultado de mesmo placar do meio de semana contra o Bayern pela Liga dos Campeões), frustrante e decepcionante. Sem mais delongas vamos para o pós jogo.

Em partida válida pela 27ª rodada da Premier League, o Liverpool foi ao Old Traford encaram o Manchester United com a seguinte escalação: Alisson, Robertson, V. Dijk, Matip, Milner, Fabinho, Henderson, Wijanldum, Mané, Salah e Firmino. O banco de reservas foi composto de Mignolet, Arnold, Lallana, Keita, Shaqiri, Origi e Sturridge. Já os Red Devils iniciaram o jogo com De Gea, Shaw, Lindeloff, Smalling, Young, McTominay, A. Herrera, Pogba, Mata, Rashford e Lukaku. No banco de reservas estavam: Romero, Baily, Dalot, A. Pereira, Lingard e Sanchez.

O jogo começou com o Liverpool apertando a saída de bola dos mandantes, esperando que o adversário errasse e que ao subir para o ataque desse a oportunidade de contragolpe. Isso foi o que deduzi da estratégia de Klopp, baseado tanto na escalação como na performance em campo. Só o que não estava nos planos do alemão, muito menos do técnico adversário foram as lesões ocorridas na primeira etapa, logo de cara foram duas no Manchester United e uma no Liverpool. A. Herrera e Mata saíram machucados para as entradas de A. Pereira e Lingard (que também era dúvida para o jogo, junto com Martial que acabou nem indo para o banco) aos 19 e 23 minutos respectivamente. Já no Liverpool, Firmino torceu o tornozelo sozinho e deixou o campo para a entrada de Sturridge aos 30 minutos. 

Com isso, o Manchester sentiu o baque, ficou desfigurado e o Liverpool pareceu não saber lidar com o que estava acontecendo. O time que já não estava num dia inspirado em relação ao seu trio de frente, sem Firmino no comando a situação apenas se agravou ainda mais. Lance de maior perigo na primeira etapa somente mesmo aos 40 minutos quando em contra-ataque rápido Pogba passou para Lukaku que deu linda enfiada de bola para Lingard, mas Alisson saiu milagrosamente nos pés do atacante, evitando o drible e possivelmente o gol dos mandantes. E para fechar o primeiro tempo de lesões com chave de ouro, para piorar a situação do Manchester United na partida, Lingard também sentiu e foi substituído por Sanchez aos 42 minutos. E assim se encerrou o primeiro tempo.

Na volta do intervalo o panorama da partida se manteve, o Liverpool sem criatividade, inspiração e pecando demais no passe final e errando bastante nas tomadas de decisão. Vendo isso, Klopp tentou alterar os rumos da partida mandando a campo Shaqiri e Origi nos lugares de Henderson e Salah, aos 70 e 78 minutos respectivamente. Contudo, nada se alterou, o Manchester United ainda passou a ter um Rashford mancando em campo, mas sem poder fazer nova substituição, pois já havia feito as três permitidas pelo regulamento. A Medida que o tempo passando o United, cada vez mais desfigurado por conta das circusntâncias foi se fechando ainda mais lá atrás, e o Liverpool se mostrou incapaz de arrancar uma vitória, nem que seja na marra. E dessa forma a partida se encerrou sem maiores emoções. 

No fim das contas, o resultado não foi de todo ruim para o Liverpool que volta a liderança da Premier League, mas a sensação foi de total frustração, devido as circunstâncias do jogo. Uma vitória seria extremamente fundamental, tanto na tabela como do ponto de vista de motivação, de pressionar os adversários. Enfim, mas o que resta é trabalhar com o que se tem. E a realidade hoje é que estamos a um ponto à frente do City, segundo colocado. A diferença caiu, mas ainda está nas nossas mãos, só depende de nós. Próxima quarta-feira (27/02) já tem novo compromisso contra o Watford em Anfield. A corrida pelo título vai ser insana. Seguimos em frente. YNWA!  

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22/02/2019

Pré jogo: Manchester Utd. vs Liverpool F.C.

ESTÁDIO:  Old Trafford.
ÁRBITRO: Michael Oliver  Aux: Stuart Burt e Simon Bennet  4°: Andre Marriner
DATA E HORA: Domingo 24/02/2019 - 11:05 (BSB)
Transmissão: ESPN Brasil.

Man Utd. vs Liverpool:

Man Utd e Liverpool desfrutam de uma forte rivalidade no noroeste desde 1894, quando o Liverpool venceu o Newton Heath - o Manchester United original - por 2 a 0 em uma partida de testes do Campeonato Inglês.
As equipes se enfrentaram 201 vezes em todas as competições - com o United vencendo 68, o Liverpool 56 e 46 empates - Ryan Giggs é o jogador com o maior número de aparições (48).
Os dois times se enfrentaram 53 vezes na Premier League, com o United vencendo 28 vezes, o Liverpool 14 e as equipes dividindo 11 empates.
O último encontro entre os rivais foi em dezembro e o Liverpool saiu de campo com os três pontos na vitoria por 3 a 1.
Neste final de semana voltaremos as atenções mais uma vez para o campeonato inglês e jogaremos, na casa deles com chances de fazer o double.
O jogo de domingo será válido pela vigésima sétima rodada e o desafio para o Liverpool será abrir novamente os três pontos de vantagem para o Man. City na briga pelo título enquanto o time de Solskjaer tenta abrir vantagem na briga pela quarta posição pois está com apenas um ponto na frente do Chelsea e do Arsenal.


Há bastante talento ofensivo nos dois times, o que pode ser decisivo para qualquer um dos lados, mas as estratégias dos treinadores podem acabar sendo fundamentais para o desfecho do jogo. O Liverpool provavelmente entrará com uma estratégia de não perder, enquanto o Manchester estará desesperado por uma vitória para prejudicar a briga do título de seu maior rival.

Novidades:

Dejan Lovren será ausência novamente. O croata não conseguiu se recuperar da lesão no tendão que vem deixando-o de fora desde a derrota na Copa da Inglaterra para o Wolverhampton em janeiro. No entanto, Klopp poderá formar a dupla de zaga com Virgil van Dijk e Matip.
Klopp vinha utilizando os meio-campistas James Milner e Fabinho para preencher a lacuna da lateral direita durante uma recente crise de lesões, mas com o retorno de Alexander-Arnold; Milner e Fabinho agora devem competir com Georginio Wijnaldum, Jordan Henderson e Naby Keita para ganhar uma vaga no time titular em Old Trafford.

No DM seguem; Joe Gomez (lesão na perna), Rhian Brewster (joelho) e Alex Oxlade-Chamberlain (joelho).



POSSÍVEL ESCALAÇÃO

Alisson;
Arnold – Matip – Van Dijk – Robertson;
Fabinho – Wijnaldum – Henderson;
Firmino – Mané;
Salah.


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Qual sua opinião para este que pode ser um dos melhores clássicos nas últimas temporadas?


YNWA.
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20/02/2019

O dilema do meio-campo do Liverpool para o confronto com o United



Esse é o maior dilema enfrentado por Jurgen Klopp acerca de um dia que pode definir a temporada do Liverpool - o próximo domingo em Old Trafford.

Na zaga, é fácil: Virgil Van Dijk, forçadamente poupado no meio da semana, deve fazer par com Joel Matip, visto que Lovren ainda não está pronto para voltar aos gramados. Nas laterais, Alexander-Arnold e Andy Robertson.

No ataque, salvo algum tipo de lesão ou problema no decorrer dessa semana, devem estar Roberto Firmino, Sadio Mané e Mo Salah. Os três estarão com fome de gols depois de um empate em 0-0 com o Bayern no meio da semana. 

É certo que o trio de ataque terá mais espaço para atuar em Old Trafford, visto que o novo United de Solskjaer é um time que, diferentemente da equipe do ex-técnico José Mourinho, se porta ofensivamente e que quer segurar a posição no G4 que alcançou depois de muito esforço. 

Contudo, a situação no meio-campo é um pouco menos clara. Desde que 2019 começou, Klopp não repetiu nenhum meio-de-campo. Claro que isso foi também resultado de lesões, doenças e suspensões que forçaram o técnico alemão a realizar mudanças, mas não há dúvidas que ele têm escolhido meios-de-campo específicos para cada jogo, dependendo de cada situação.

O Liverpool começou 2019 com um meio-de-campo com Henderson, Wijnaldum e Milner, culminando num ótimo jogo que infelizmente terminou em uma derrota por 2-1 no Eithad Stadium. Na noite de FA Cup, Klopp escalou um meio-campo alternativo que contou com Milner, Keita e Curtis Jones. 

O jogo contra Crystal Palace contou com Henderson, Fabinho e Keita. Em Leicester, Henderson ficou improvisado na lateral-direita e o meio-campo foi de Wijnaldum e Keita. Por fim, Lallana, Fabinho e Keita fizeram a meia-cancha contra o West Ham. 

A combinação de Keita, Fabinho e Wijnaldum funcionou perfeitamente na vitória fundamental frente ao Bournemouth, quando o Liverpool finalmente retomou a fluência de seu jogo e as peças funcionaram como vinham funcionando. 

Contudo, a visita do time de Munique no meio dessa semana forçou mais mudanças no meio-campo, visto que Fabinho foi forçado a jogar de zagueiro. Tivemos então Henderson, Wijnaldum e Keita. 

Agora, o Old Trafford nos aguarda. Sendo pragmático, são 5 jogadores para 3 vagas (espera-se que Klopp escale um 4-3-3): Henderson, Keita, Wijnaldum, Fabinho e Milner. Conseguir o equilíbrio será essencial contra um United que venceu 11 de seus último 13 jogos desde a mudança de técnico. É provável que Solskjaer escale o meio dos Red Devils com Ander Herrera, Nemanja Matic e Paul Pogba. 

Fabinho deveria ser um dos primeiro nomes a ser considerado. O jogador teve uma performance perfeita como zagueiro contra o Bayern, mas o Liverpool sentiu falta de seu dinamismo no meio-campo. O ex-Mônaco tem também o psicológico para lidar com a hostilidade que aguarda os Reds em Manchester. Serão importante agressividade e compostura para lançar a bola ao trio de ataque.

Henderson certamente merece ter o seu lugar mantido depois de sua performance contra o Bayern. O capitão dos Liverpool demonstrou força e aptidão ao ser o jogador que mais completou passes no campo de ataque (41), mais recuperou a posse (8) e mais completou botes (4) em campo naquela noite. 

"Hendo foi brilhante hoje", disse Klopp. "Foi inacreditável a quantidade de bolas que ele recuperou. Fez um jogo fantástico - e é isso que esperamos dele".

Então isso deixa um espaço livre. Milner tem a qualidade da experiência em lidar com grandes jogos, mas ele parece estar correndo por fora na competição ao não ter sido escalado como titular desde o jogo contra o City.

Escolher entre Keita e Wijnaldum é difícil. Keita teve um ótimo mês, depois de um difícil período de adaptação, e claramente se beneficiou de suas últimas cinco titularidades seguidas. Houve momentos de enorme qualidade do meio-campista de Guiné contra o Bayern, mas não foi constante. Ele foi mais apagado no segundo tempo e deu lugar ao Milner.

Wijnaldum têm sido um modelo de consistência nessa temporada e é, provavelmente, a opção mais segura, especialmente numa disputa desse tamanho. Fica a cargo de Klopp - é uma grande decisão.

Quando o United foi derrotado por 3-1 em Anfield no mês de dezembro, a confiança do técnico alemão em Fabinho, Wijnaldum e Keita foi recompensada. Mas esse é um United bem diferente, estaremos jogando em Manchester e o que está em jogo é muito maior. 

O título da Premier League não será decidido no domingo, mas não há dúvidas de que é um jogo imenso. Uma vitória e os Reds estarão 3 pontos na frente com 11 jogos faltando.

Klopp venceu no Etihad, em Stamford Bridge, no Emirates e no Wembley, mas ainda não conseguiu vencer no Old Trafford. Coloque isso logo no jogo que o Liverpool tem a menos que o Manchester City. É óbvio que uma vitória no Teatro dos Sonhos logo agora dará um impulso psicológico imenso nos jogadores para que continuem a se esforçar para levantar o troféu no fim da temporada.

Ser derrotado por um United que virá com sangue nos olhos para estragar as chances de título do Liverpool doerá profundamente. O City terá a vantagem. 

Acertar o meio-de-campo para domingo com certeza será uma das maiores preocupações de Klopp nos próximos dias. 




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Liverpool e Bayern empatam sem gols e decisão fica para a Alemanha


Foi um jogo extremamente intenso. Duas camisas que fazem as noites europeias especiais. Camisas respeitadíssimas e campeãs do velho continente. Um jogo agitado, muito disputado no meio campo, com poucas chances de gol, mas empenho e dedicação máxima de todos os jogadores envolvidos no duelo. O Liverpool pecou demais no último passe. Foi um 0 a 0 interessantíssimo de ver, só faltaram mesmo os gols. Sem mais delongas vamos para o pós jogo.

Em partida válida pelo jogo de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa Liverpool se enfrentaram com as seguintes escalações: Liverpool – Alisson, Robertson, Matip, Fabinho, Arnold, Henderson, Wijanldum, Keita, Mané, Salah e Firmino; Bayern – Neuer, Alaba, Sule, Hummels, Kimich, Javi Martinez, Thiago, James Rodrigues, Gnabry, Conan e Lewandovski.

Nos primeiros 25 minutos os visitantes viveram seu melhor momento no primeiro tempo e criaram suas melhores chances durante a partida. Gnabry e COnan se davam melhor no duelo contra Arnold e Robertson e causavam problemas ao Liverpool com suas passagens e cruzamentos para área. Contudo, Fabinho e Matip faziam um belo jogo e conseguiam interceptar as bolas cruzadas na área. 
Foi numa dessas interceptações por exemplo, aos 13 minutos que Matip quase fez gol contra não fosse milagre operado por Alisson, evitando o gol dos bávaros. A resposta do Liverpool veio 2 minutos depois quando Mané recebeu de Keita, se livrou da marcação, mas bateu torto para fora. No lance seguinte, Alisson saiu jogando errado e Conan finalizou com perigo para fora.  Aos 20 minutos, após confusão na área do Bayern, Keita emendou uma bicicleta, porém a bola passou longe do gol de Neuer. 

A partir daí o Liverpool foi melhor até o fim da primeira etapa. Aos 23 minutos Arnold cruzou caprichosamente para área, mas Salah cabeceou mal e mandou para fora. Nove minutos depois o Liverpool teve sua melhor chance no jogo inteiro. Firmino conduziu bem a bola, deixou para Keita que bateu, a bola desviou na zaga e sobrou para Mané dentro da área, o senegalês girou, mas pegou mal demais na bola e a viu se perder pela linha de fundo. O Bayern respondeu de imediato com Gnabry aos 36 minutos ao bater cruzado e ver Alisson espalmar para escanteio. O Liverpool dominava a partida e aos 40 minutos vimos uma linda jogada. Salah recebeu lançamento e deixou de calcanhar para Robertson, o lateral cruzou e Matip (ele mesmo) apareceu como elento surpresa finalizando de primeira, mas para fora.  E as belas jogadas não pararam por aí. Quatro minutos  Salah e Arnold tabelaram, o jovem lateral deixou a bola com Firmino que cruzou perigosamente, porém Mané não conseguiu alcançar a bola. E assim se encerrou a primeira etapa.

Na volta do intervalo o que se viu na segunda etapa foram pouquíssimas chances de gol. Em certos momentos o Liverpool até chegou a ter espaço em contra-ataques, contudo a decisão final, seja o passe ou a finalização nunca foi a melhor. Aos 57 minutos um dos lances mais bonitos do segundo tempo. Gnabry chamou Robertson pra dançar e passou fácil pelo escocês, cruzou para área, mas a zaga (Fabinho e Matip foram impecáveis durante a partida) estava atenta e afastou o perigo.  Buscando mudar o cenário do jogo, e talvez já pensando no clássico contra o Manchester United no final de semana, Klopp fez duas alterações, Keita e Firmino saíram para as entradas de Milner e Origi.  Kovac também resolveu mexer, Ribery entrou no lugar de Coman e Renato Sanchez entrou no lugar de J. Rodrigues aos 75 e 85 minutos respectivamente. Contudo, o panorama do jogo não se alterou e a melhor chance que tivemos antes do apito final foi criada pelo Liverpool aos 85 minutos. Mané recebeu cruzamento de Robertson e mandou uma pedrada de cabeça, mas Neuer operou um verdadeiro milagre. Rafinha ainda entrou no lugar de Gnabry já nos acréscimos só para constar na caderneta do juiz. Mas não havia tempo para mais nada e o jogo se encerrou sem gols. 

Com o resultado a decisão fica para o jogo da volta na Alemanha. U novo empate sem gols leva a decisão para a prorrogação, empate com gols o Liverpool sai classificado. Somente a vitória dá a classificação para os alemães. Agora é concentrar as energias para o duelo do fim de semana contra o Manchester United em Old Traford na Premier League. Seguimos em frente. YNWA!

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10/02/2019

Liverpool goleia Bournemouth e retoma liderança da Premier League


Liverpool respondeu brilhantemente às críticas e as dúvidas que começavam a pairar sobre os comandados de Klopp. Num Anfield lotado e com apoio maciço da torcida que nunca deixará seu time caminhar sozinho, o que se viu foi uma performance incrível de um time que mostrou ter brio e que, sobretudo, vai lutar por esse título até o último minuto, com muita garra, suor e sangue se for preciso.

Em partida válida pela 26ª rodada do campeonato inglês, Liverpool e Bournemouth subiram a campo assim escalados. Liverpool: Alisson, Robertson, Matip, V. Dijk, Milner, Fabinho, Wijnaldum, Keita, Mané, Salah e Firmino. No banco de reservas estiveram: Mignolet, Henderson, Sturridge, Lallana, Origi, Camacho e Arnold. Já o Bournemouth iniciou com: Boruc, Rico, Cook, Aké, Smith, Fraser, Surman, Lerma, Ibe, Gosling e King. Entre os reservas estiveram: Begovic, Mousset, Simpson, Taylor, Solanke, Mepham, Surridge, 

Sir Kenny Dalglish pediu, o grupo pediu, o técnico pediu e os torcedores abraçaram o time, mostrando todo amor e paixão que têm por nosso time. Como de costume compareceram em peso ao Anfield e apoiaram do início ao fim. Apesar da atmosfera altamente positiva os Reds chegaram a levar um pequeno susto logo no começo da partida. No minuto inicial Fraser (olho nele) adentrou na área e bateu colocado com perigo, Alisson espalmou para escanteio. Mas, parou por aí, no restante do jogo o Liverpool foi superior, dominante de maneira impecável. Os Reds responderam aos 9 minutos quando Salah recebeu de Fabinho, dominou, trouxe para dentro, mas bateu para fora. Dois minutos depois, Mané serviu Firmino, ele bateu na saída do goleiro, mas a bola ficou entre uma perna e outra do goleiro e mais tarde saiu em escanteio. Salah estava com fome de gol e aos 11 minutos o egípcio mais uma vez arriscou de fora da área e viu a bola sair por cima do gol. 

De tanto insistir o Liverpool chegou ao primeiro gol com Mané aos 23 minutos. O senegalês que atingiu a marca de 4 gols nos últimos 4 jogos, recebeu cruzamento de Milner e de cabeça mandou para as redes. O Liverpool continuava em busca de ampliar o marcador e no momento em que o relógio marcava 27 minutos protagonizou uma (de várias durante o jogo) linda jogada. Um contra-ataque de manual, Firmino foi lançado, deixou Wijanldum na cara do gol, porém o holandês resolveu passar para Salah ao invés de finalizar e o egípcio furou e desperdiçou ótima chance de gol. Por falar em lançamento, cinco minutos mais tarde foi a vez de Matip executar um perfeito para Firmino, contudo o brasileiro adiantou demais no domínio, desperdiçando mais uma chance de aumentar a vantagem no marcador. 

O Liverpool estava demais e abusava dos lançamentos. Dessa vez, aos 33 minutos foi a vez de Robertson servir Wijanldum, o holandês recebeu novamente na cara do goleiro, no entanto, nessa oportunidade resolveu finalizar e de cobertura fez uma pintura, um verdadeiro golaço. Aos 44 minutos, um pecado, Salah ia fazendo um golaço, mas viu a bola passar por cima do gol após emendar de fora da área uma bola que sobrou após cruzamento de Robertson. Somente no lance seguinte o Bournemouth voltou a causar perigo para o Liverpool. Fraser chegou bem pela linha de fundo, cruzou, a zaga afastou e Lerma pegou de primeira e viu o chute passar perto da meta de Alisson. E assim se encerrou a primeira etapa.

Na volta do intervalo o panorama do jogo não mudou. Logo no primeiro minuto os Reds chegaram ao terceiro gol. Novamente uma pintura. Keita que fazia sua melhor partida com a camisa dos Reds, lançou Firmino que deixou de calcanhar para Salah que apenas bateu com extrema categoria para o fundo do gol. Mesmo com larga vantagem no placar o Liverpool insistia na busca por mais gols. Aos 57 minutos Wijanldum cruzou e Mané livre cabeceou para fora. Buscando mudar o panorama da partida o Bournemouth preparou duas alterações, Ibe e Lerma deixam o campo para as entradas de Solanke e Mousset aos 58 e 73 minutos respectivamente. E logo no primeiro minuto no gramado Mousset causou perigo em chute de longa distância que passou perto do gol de Alisson. O Liverpool respondeu rapidamente aos 75 minutos quando após tabela com Firmino, Salah carimbou o travessão de Boruc.  Um minuto depois, já com o placar construído, Klopp resolveu dar um descanso para Wijanldum que saiu para a entrada de Arnold (bom rever o garoto de volta ao time). 

E os Reds quase chegaram ao quarto gol em dois contra-ataques. O primeiro aos 79 minutos quando Salah serviu Firmino que bateu prensado, na sobra Keita pegou o rebote, mas mandou para fora. Uma pena, merecia o gol o guineense. No segundo momento, já aos 86 minutos Firmino saiu na cara do gol, porém chutou fraco demais para fácil defesa de Boruc. Minutos depois, três para ser mais exato, Arnold quase marcou seu gol também. Após linda tabela entre Firmino e Salah, o inglês recebeu na frente do goleiro, bateu em cima do Boruc e viu a bola sair em escanteio.  Já nos minutos finais Klopp resolveu mexer na equipe, Mané e Firmino saíram para as entradas de Origi e Sturridge. No último minuto do jogo, Solanke arriscou de fora da área com perigo, mas viu a bola sair pela linha de fundo. Não havia tempo para mais  nada e assim se encerrou a partida.

O Liverpool respondeu brilhantemente num momento conturbado, logo após dois empates seguidos no campeonato. Com a vitória o time chega aos 65 pontos, retoma a liderança e volta a ficar 3 pontos do City, segundo colocado. Seguimos em frente, a luta pelo título promete ser acirrada, disputada ponto a ponto, fácil nós sabíamos que nunca seria, mas com o time voltando aos trilhos, os jogadores voltando de lesão, a confiança retorna também. Estamos prontos para a sequência do campeonato. YNWA!

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